Você não é insubstituível

 

Certa vez, em uma entrevista de emprego, ouvi uma pequena e tocante frase: o insubstituível é “impromovível”

O colaborador ou mesmo o próprio empresário que se acha único dentro da organização e até mesmo no seu ramo de negócios, está fadado a permanecer eternamente no mesmo cargo ou na pior das hipóteses a sucumbir em sua própria carreira.

Alguém ai lembra da enfadonha queda da Kodak? Embora essa emblemática empresa não quisesse abrir seus olhos para a nova oportunidade digital que surgia à sua frente, o que levou essa mega corporação à bancarrota não foi a não adaptação ao meio, mas achar que era única e insubstituível em seu ramo de negócios. A Kodak foi literalmente atropelada pela concorrência.

A marca ainda pode até ser forte, mas a empresa já não é mais a mesma. Nos relacionamentos, como já falei em um outro artigo, ninguém ama outra pessoa pelo que ela tem, pois o que ela tem você também pode ter, basta ir à luta e se dedicar. Ama-se unicamente pelo que o outro é, pois o que ele é ninguém pode ser.

O profissional que vive a pensar que outra pessoa não poderá fazer tão bem as suas funções, além de estacionar no tempo, se tornará impromovível e não galgará outro degrau em sua própria carreira. Morrerá sufocado dentro do seu pequeno mundinho.

Ao longo de minha carreira profissional e em qualquer negócio do qual já fiz parte, sempre fiquei feliz em capacitar alguém a fazer tão bem quanto eu as funções do meu cargo de trabalho. Sendo assim – e por consequência – eu era promovido, e um mar de novas oportunidades se abria diante de meus pés.

Não somos insubstituíveis, mas temos, sim, nossos diferenciais. Saber distingui-los e usá-los a nosso favor será fundamental para o nosso aprendizado e crescimento.

Lembre-se: a cada passo que você dá, algo fica para trás e isso faz parte da nossa caminhada nessa longa estrada da vida. Um rei visionário é aquele que abdica do trono a ponto de dar lugar a um futuro rei que tenha uma visão mais ampliada e longínqua que a sua.

O mundo dos negócios é uma verdadeira dança das cadeiras, um sai para dar lugar a outro ainda mais competente. 

“Para galgar um novo degrau na escalada do sucesso, é necessário não ter medo do novo nem, muito menos, medo de altura”. 

(*) Leonardo Posich

 

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